segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cadê o príncipe?


            Eeeeeeeeeeaí gente faceira, tudo certo? Não acredito, nesse verão tem gente que não encontrou o príncipe encantado? E então lembramos de frases antigas como "tudo tem seu tempo", "existe um chinela velho para um pé cansado". Traduzindo, um dia você desencalha!

             Escolhi essa imagem acima pois me fez pensar nesse tema. Fico imaginando o homem mais velho dizendo "na minha época eu pegava todas.."kkkkkkkk

             Bom, para encontrar o príncipe encantado você NÃO pode seguir os seguintes tópicos, pois cairá nas garras da pessoa errada. Veja:

1°: Ele precisa mandar flores (qualquer imbecil liga para uma floricultura e encomenda flores, agora quero ver essa criatura entregar pessoalmente na frente dos amigos!);

2°: Precisa curtir seus posts no Facebook (será que é ele mesmo que curti?, eu não preciso ler para curtir algo, tão fácil...);

3°: Tratar como uma princesa (cuidado, o lobo mau foi muito simpático antes de tentar comer a Chapeuzinho Vermelho);

4° Ter dinheiro (não que seja ruim, mas acrescente de fontes legais, kkk);

5° Ter bom humor ( bom humor a sós com você também).


        Quer achar o príncipe encantado? Assista os filmes infantis, hahahahahaha.

        O tal "príncipe encantado", que eu espero que você encontre, tem que te fazer sorrir quando você acha que nada mais tem graça. Quando o mundo estiver acabando, precisa demonstrar que até nesse momento estará com você.
       Ele rirá com você quando ambos esquecerem o 'mêsversário' de namoro, e quando você estiver com medo, será seu porto seguro.
      Você precisará ajudar esse homem, pois como ser humano, um dia as paredes ruirão, e ele aceitará sua mão estendida para cruzar pelos destroços.
     Talvez não abra a porta do carro, nem compre flores, mas abrirá todos os seus horizontes e plantará flores em sua caminhada.
     Juntos vocês construirão diversas pontes, ligando diferentes pessoas e lugares. Alguns velhos álbuns podem ser fechados, livros concluídos e carnês quitados. Outras prestações virão, amigos, filhos, cachorros e gatos.
     Depois daquele dia em que tudo dará errado, depois de silêncios e reflexões individuais, a conclusão inevitável acabará sendo traduzida, lado a lado sob os lençóis, num sussurrado "eu te amo".
         Ele terá bom humor, mesmo quando suas piadas forem extremamente sem graça, assim como ficará sério com dias cinzas. Quanto terá de dinheiro? Não medimos a existência pelos papéis numéricos acumulados. 
         E nas redes sociais curtirá seus posts, lendo e sentindo o quão importante para você foi compartilhar seu passeio com os amigos, o almoço em família ou o cachorro de estimação. Talvez não curta imediatamente, mas estará pensando no quão sua presença é fundamental em sua vida.
            Você brigará com seu príncipe. Talvez ele jogue as roupas sujas pelo quarto, ou esqueça de algum recado seu. Talvez vocês não queiram a mesma coisa no mesmo momento. Mas, ainda assim, no fundo do peito, sabem que tudo isso é muito superficial pelo tamanho do reino de vocês.

            Boa sorte na jornada, galera!

domingo, 25 de dezembro de 2016

Mensagem de texto

     Eeeeeeeeeaí pessoal, tudo no agito? Esse conto que posto hoje recebeu o 2º lugar no Concurso Regional de Contos, Crônicas e Poesias Oscar Bertholdo deste ano de 2016. Espero que curtam!!!


       Bom dia. Eu espero que esteja indo bem para você. Não sei quando lerá minha mensagem, e profundamente anseio que a deguste em demorados goles. Lembra daquele dia que lhe pedi informações sobre onde se localizava a secretaria do curso? Isso foi o que eu disse, mas eu queria ter dito muito mais.
      Queria ter contado toda as minhas histórias até aqui. Narrar que tenho sede dos seus beijos. Dizer que sinto muito frio no inverno pois minha casa é humilde. No verão, adoro mergulhar no lago da minha cidade. Sei nadar e amo água. Revelar que tenho medo do escuro e, durante o dia, aproveito o sol ao máximo. Os raios iluminados brilham pelas aberturas da loja onde trabalho. Contei que sou vendedora? Meu chefe sempre diz “não venda produtos, venda realizações” e blá, blá, blá.
      Naquele momento em que olhei em seus olhos desejei dizer que o brilho deles me cegou. Mas também que fico enjoada cada vez que faço viagens longas de ônibus. Que meus tipos de livros favoritos são suspense e romance. Que queria ter uma história de amor com você. Contar que aprendi a caminhar com um ano e perdi-me no centro da cidade aos quatorze.
      Mas eu somente pedi onde ficava a secretaria. Pensei em sentar-me ao seu lado e revelar que morro de medo de escorpião, tenho dois cachorros e adoro ouvir o cantar dos pássaros. Que minha comida favorita é arroz e feijão, porém não sei deixá-lo com a quantidade de sal correta (por enquanto). E queria ter beijado-o.
      Desejei cantarolar, ao seu ouvido, velhas músicas esquecidas. Cantar contigo os refrões mais insignificantes. Dançar no meio do saguão canções descompassadas, tropeçando em seus pés e nuvens. Lhe contei que costumo acreditar em anjos da guarda? Queria ter lhe dito… Que sinto alergia ao pólen e adoro beber suco, em especial de manga. Quantas coisas, quantos detalhes.
Relatar que as coisas que eu queria dizer me inspiraram a despejar minha narrativa nesse papel. Que esperei a cada segundo para ouvir a sua voz entoada ao meu ser. Esperei cada laçada dos ponteiros do relógio. Bati meu coração com a frequência da espera de um presente de Natal. Quando indicou-me a direção que seguir, queria que tivesse dito para ficar ali, compartilhando do mesmo ar, sonhos, frustrações, loucuras e vazios.
      Ontem precisei ir ao mercado. Gastei muito mais do que havia calculado. Como os preços aumentam a cada semana. Chamam isso de inflação, mas eu chamo de excesso. Você viu que haverá greve dos auditores? Os motoristas também estão ameaçando entrar em greve se os salários não aumentarem.
       Tenho tanto para lhe dizer, gritar de coração. Acho que pareço boba derramando todo esse lirismo em seu olhar. Nem sei quando contemplará minhas palavras e como as tratará... Não receba-as como água, pois ela purifica, mas escorre entre os dedos e nos deixa sedentos. Não as trate como fogo, pois ao queimar-se poderá sofrer. Não seja nem terra, nem ar. Por quê? Não sei. Simplesmente as receba. O que fará com elas? Prefiro não saber.
       De repente acho que estou idealizando muito, minhas percepções, julgamentos, sentimentos e você. Não sei. Às vezes achamos que uma ilusão é de fato um oásis no deserto. Às vezes ignoramos a água e morremos de sede. Não sei... Mas tudo que eu consegui fazer foi lhe pedir uma simples informações. A propósito, eu sabia a localização da secretaria.

      Bom, espero que tudo esteja indo bem para você. Não sei quando lerá minha mensagem, e profundamente anseio que não a cuspa em terras desconhecidas. Lembra daquele dia que lhe pedi informações sobre onde se localizava a secretaria do curso? Isso foi o que eu disse, e eu não consegui dizer mais nada.

sábado, 5 de novembro de 2016

A árvore infrutífera

Nas misérias luxuosas
vejo me, a luz em almas ociosas.
Vejo te, o alvo de pedras, preciosas.
Infâmias, sabes que não viverás hoje, faltosas.
O tempo que foi esqueceu de carregar as pobres almas, desafiadoras!

Entre os magníficos estupores
vejo-me, a sombra que vive aos arredores.
Vejo-te, a presença, ingênua, dos predadores.
Verdades, sabes que deixou o amanhã dos vencedores.
Para juntar-se aos ratos, os donos e quem não sabe enxergar, vencedores!

Aquelas verdades infantis
vejo-me, o brilho cega de seus olhos juvenis.
Vejo-te, a piedade insignificante da pobre meretriz.
Vivências, sabes que no túnel retrocedente da falta que é atriz.
Verás o futuro, logo lá, obscuro, claro demais cegando mais alguma raiz!

Daqueles dias nos cantos escuros
vejo-me, a sombra desafiadora dos dias futuros.
Vejo-te, a estrela brilhante colocada acima do azul obscuro.
Tempestades, sabes que ela te acompanhará como a amante ao rosto oculto.
E entenderás as falhas e noites que carregam os dias da pátria amada do mundo!

Onde a razão, assemelha a negação.
Filho de seus filhos, irmão da proibição.
Azul, verde, amarelo e invisível,
cor que pinta as mentes de seus frutos!
Vejo-me, contigo, vejo-te logo ali:
acima do inferno e abaixo do céu,
no lugar onde todos nós somos réus.
Mesmo sem culpa e nem para onde ir!


Raiz 

Hipóteses.

         Eeeeeeeeeeaí gente, quero dividir com vocês um fato que pode ocorrer na vida de qualquer um, caso   ainda não tenham passado por isso. A ansiedade de um primeiro encontro.
      Não que esse encontro tenha que ser entre casais, mas vou usar isso como exemplo.
       Situação real: vocês moram bem longe e irão se encontrar numa rodoviária. Ele é seu 'crush', mas vocês nunca se viram pessoalmente.

     Hipótese 1: você desce do ônibus, com as pernas tremendo (o corpo todo, como um choque elétrico interno), tropeça nos degraus do bus, passa a maior vergonha e o crush não vê, pois está atrasado.

   Hipótese 2: você desce do ônibus, com as pernas tremendo (o corpo todo, como um choque elétrico interno), tropeça nos degraus do bus, passa a maior vergonha e o crush vê tudo. Vendo tudo, ou ele ri de você ou fica com a pior má impressão.

 Hipótese 3:  ok, você não tropeçou na descida, está tremendo e o crush se atrasa.

Hipótese 4:  ok, você não tropeçou na descida, está tremendo e o crush se atrasa e não vem te buscar. Você fica uma fera e diverte-se sozinha na cidade. Ou chora ao telefone com a melhor amiga e volta loguinho.

Hipótese 5: ele não se atrasou, você vai até ele e ele até você e...
-Ele a abraça, está perfumado e você o curte imensamente;
-Ele dá um beijo em sua mão, a segura e vocês saem de lá;
- Ele puxa você para perto e lhe gruda um beijão;
- Você olha pra ele e se arrepende imensamente de ter feito a loucura de o conhecer;
- Ele te cumprimenta com um aperto de mão e você percebe que a magia evaporou-se;
- Ele te cumprimenta com um aperto de mão e você fica cheia de outras intenções;
- Ele te dá um beijo no rosto e você acha muito pouco;
-Ele te dá um beijo no rosto e você acha muito;
- Ele já tem filhos, que o acompanham até a rodoviária;
- Ele não tem filhos, mas tem uma mulher ciumenta;
- Ele não tem filhos, mas tem uma mulher sem ciúmes;

Como será o encontro de fato? Descreverei mais adiante, aguardem!



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Morte ou suicídio?

      Eeeeeeeeeaaí pessoal, todos vivinhos? Hoje vou postar um texto do futuro escritor de sucesso que amo de paixão: Alexsandro Panizzi. Curtam a arte:


        Nublado como uma manhã de verão fria, como uma noite mudando de estação, você se foi, para longe, longe da minha visão.
        Mesmo distante dos meus braços, posso sentir o seu calor, olhar o seu rancor. Flutuava para fora de sua alma como um botão de flor se abrindo no outono.
        Um bar lotado, numa noite de quinta-feira, copos jogados, olhares avermelhados, músicas daquelas lentas, úmidas e frias. Escorado de forma vulgar em uma bela cadeira de bar, onde pela décima vez eu sentava para chorar.
        Quando aquele rádio tocava, meus olhos jorravam sangues claros como água cintilante de um riacho machucado pelo desgosto da sociedade pouco desenvolvida que ali se encontrava. Vim chorar.
        O bar a fechar, as armas apontadas para meu peito. Morte ou suicídio?
        Suicídio de uma forma um pouco mais exagerada, mais linda. Conto a vocês com detalhes!...
        Na mesma noite me afastando em alguns segundos de vida no qual eu não saberia dizer se já estou no céu ou estou morrendo.
        Estou na minha poltrona com o olhar vidrado. Em minhas mãos, o que sobrou do bar.
        Um estrondo meio estraçalhado de canto se ouve de longe.
        Estava tendo visões como um filme belo com final triste, que todos temos um dia. Minha vida passou diante do meu olhar quando vi a foto da minha esposa que veio a me levar. Felizmente não sobreviveu para contar o porquê não sobrevivi. Sim, morri asfixiado naquela poltrona vermelha com o olhar no bar, e meu espírito a contar uma velha história de pescador que numa ilusão mundial se perde.


Contato: alex_panizzi@live.com

Mais adiante posto mais textos dele. Beijos, se cuidem e durmam bem.


 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mais um filhinho premiado!

   
       Eeeeeeeeeeaí bambinos, tudo na calma?
       Quem diria que essa criatura sensualizando na grade com uma camiseta de banda de black metal teria um talento (obviamente a sensualidade não é um, kkkk).
        Não tenho filhinhos de carne, cabelos, ossos, órgãos internos e afins, mas gero, todas as semanas, peças literárias que, carinhosamente, são meus filhos.
       Tempo atrás vi a divulgação de um concurso de microcontos promovido pela Biblioteca Ignácio de Loyola Brandão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.
      MICROcontos, poucas palavras e muitas emoções. Pensei e tive uma inspiração relâmpago, me inscrevi e, PÁH, não é que fiquei em Quinto lugar?
      Logo, meu filhinho mais pequeno premiado! Parabéns criança! Faça as pessoas felizes, reflexivas, criticas e seja lá o que quiserem sentir com ele, hahahahaha.
      Mais adiante postarei o filhote, pois não salvei no pc e não lembro as palavras exatas (mãe relapsa, nem acreditava no potencial do pequeno).
       Se cuidem e durmam com essa, em homenagem ao Halloween: não tem fantasia? Pegue a vassoura e vá!
     
   

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Que cabeça!!!!


        Eeeeeaí queridos! Tudo certinho com vocês? Sei que não tem nada a ver com o que vou escrever aqui, mas, essa aí em cima sou eu recebendo um prêmio literário na minha cidade (Fofinha né?, kkkkk). 
       Mas esse largo sorriso esconde algo muito cruel: uma estabanada, atrapalhada e esquecida assumida! 
      Vocês acreditam que eu, sempre que viajo, esqueço alguma coisa? Acredito que não seja exclusividade minha, mas acontece direto. E o pior que não deixo para trás algo irrelevante: escova de dentes, coberta, toalha de banho, travesseiro.... Lá vai a louca esquecida comprar na primeira farmácia creme dental, escola (geralmente a mais barata, a mais dura, ahhh) e afins. 
            Fora as inúmeras vezes que eu perco pendrives, canetas, réguas e tesouras dentro da minha mochila. E ela não é imensa, do tamanho normal de uma mochila escolar. E procuro, procuro, procuro e nada. Pior que isso, outro dia vasculhava meus pertences a fim de encontrar um marca texto e o que achei? Um baralho indecente (sorry). Até isso, menos o que precisava de fato naquela hora.


         Pessoal, eu fui atrapalhada até para fazer uma filmagem simulando isso! Daí vem a pergunta: onde estão seus pensamentos? Na literatura, em milhões de histórias para escrever, emlivros de diversos assuntos, no boy magia (mmm), no sono... Sou versátil.
         Beijos, durmam bem e acordem melhor ainda!